História da Associação

Associação de Moradores do Dias Macedo

Fundada em 08 de junho de 1981 Rua Torres de Melo, 267 – Dias Macedo. CNPJ: 07.210.644/0001-53

HISTÓRICO DO BAIRRO DIAS MACEDO E DA ASSOCIAÇÃO DE MORADORES

O bairro Dias Macedo começou a se formar no início dos anos 60. Nessa época era constituído de sítios e de uma fazenda de propriedade da família Macedo. O bairro apresentava características rurais. Por se localizar próximo à Br-116, o bairro foi invadido por um crescente número de famílias que vinham do interior do Estado fugindo da seca, à procura de melhores condições de vida. Com a chegada dessas famílias, elas foram se aglomerando e construindo seus barracos, fazendo que com isso surgissem favelas.

Os barracos eram construídos sem as mínimas condições de higiene, e no bairro não existia infraestrutura física para atender à população que chegava diariamente.

As famílias que chegavam encontravam amparo e apoio na Igreja Católica. Essas famílias vinham fugindo da seca, que traz em seu bojo a fome a a miséria, chegavam com muita esperança e encontraram também miséria e desalento.

Os detentores de posses do bairro era a família Macedo, cujos componentes ficaram sensibilizados com as condições de pobreza das famílias e começaram a discutir alternativas que melhorassem a situação das mesmas. Uma alternativa encontrada foi a criação da Fundação Antônio Dias Macedo, que teve um papel significativo no despertar da comunidade para a importância da organização social como base de fortalecimento de suas lutas e reivindicações coletivas na conquista de bens e serviços junto aos órgão públicos. Instalou o Centro Comunitário Paroquial Nossa Vivenda e estimulou a criação do Conselho Provisório de Moradores. Uma das principais conquistas do bairro foi a instalação do Posto de Saúde e do Grupo Escolar Antônio Dias Macedo.

A Fundação Antônio Dias Macedo começa a apoiar financeiramente o Conselho de Moradores no desenvolvimento de suas programações que eram voltadas para a cultura e atividades manuais. O Conselho de Moradores, pouco a pouco, iniciou sua organização, cresceu em termos políticos e formou aliança com o movimento social do Pirambu como uma forma de fortalecer as reivindicações do bairro. Com o golpe militar de 1964 e a implementação do AI-5, aconteceram muitas transformações no país como um todo. Veio a repressão política, e como os componentes da direção do Conselho de Moradores eram filiados do PC do B mantinham uma postura de resistência ao regime militar. Por conta dessa postura, a Fundação Antônio Dias Macedo começou a ter um outro posicionamento com relação ao Conselho. A Fundação Antônio Dias Macedo que até então se colocava como apoio técnico e financeiro ao Conselho, alegando não dispor de recursos destinados às despesas operacionais do Centro Social, orienta-o a proceder a uma articulação com o Governo do Estado para que este assuma o trabalho social do bairro, através do órgão público competente que na ocasião era a Secretaria de Cultura. Dessa articulação com o Governo do Estado, veio a criação do Centro Comunitário Padre Guilherme Waessen, no ano de 1963.

As pessoas ligadas ao Conselho de Moradores passaram a se reunir no Centro Comunitário, mas como o Centro trabalhava na linha do Governo do Estado e os componentes do conselho questionavam as ações desenvolvidas pelo Centro, eles foram proibidos de se reunirem no mesmo. Essa ruptura, apesar de ter contribuído para a extinção do Conselho de Moradores, não arrefeceu o movimento. Com a extinção do Conselho de Moradores, o grupo de jovens continuou o seu trabalho, mesmo sem condições de um espaço físico, eles não desistiram de realizar as lutas comunitárias, e mobilizavam a comunidade e reivindicavam melhorias para o bairro. O grupo de jovens, começou então a sentir necessidade de um espaço onde realizassem reuniões e alugaram uma casa na Avenida Pedro Dantas.

Esse grupo começou a incentivar a comunidade a se mobilizar para fundar uma Associação, o que aconteceu no ano de 1981 com a fundação da Associação de Moradores do Bairro Dias Macedo. Seu primeiro presidente foi, o hoje senador, Inácio Arruda, que juntamente com Mônica Martins, Raimundo da Mata, Dona Fransquinha e Manuel Chagas Ramos, Rosa Bizerra (em memória) e Eneas Arruda (em memória) foram os responsáveis diretos pelos avanços da luta comunitária no bairro Dias Macedo e em toda a cidade de Fortaleza. No inicio o bairro era conhecido por “Mata-galinha”, que era o nome dado a um riacho que banhava a região. Os moradores contam que um vendedor de galinhas ao tentar atravessar o riacho, se desequilibrou e perdeu toda a carga de galinhas que conduzia. Depois passou a ser conhecido como Parque Olinda. O bairro passou a se denominar de Dias Macedo em 30 de setembro de 1959, através da lei nº 1418 sancionada pelo Prefeito General Manuel Cordeiro Neto. O projeto de lei, foi apresentando pelo então vereador Agamenon da Frota Leitão, que alegava ter sido o Dr. Antônio Dias Macedo cearense ilustre um dos pioneiros a valorizar aquela parte da cidade, onde tinha deixado consideráveis propriedades. O bairro Dias Macedo, localiza-se numa área central de Fortaleza, distante 9 km do centro da cidade e tendo como principais vias de acesso, a Avenida Alberto Craveiro (ramificação da BR-116), a Avenida Dedé Brasil e a Avenida Carlos Jereissati (Aeroporto Pinto Martins).

Os moradores do bairro obtiveram várias conquistas a partir das lutas constantes pela melhoria do bairro. Exemplo de algumas dessas conquistas, foi a luta pela moradia que possibilitou o desfavelamento de algumas áreas através de construção de casas populares em regime de mutirão, campanhas para pavimentação de ruas que antes eram intransitáveis e de difícil acesso, implantação de rede elétrica e abastecimento d água. Podemos dar vários exemplos de conquistas:

Ocupação do terreno da Fundação Antônio Dias Macedo em 1987, onde foi conquistado o Conjunto Renascer com 450 famílias;

. Ocupação do terreno em frente ao 10º Depósito de Suprimento, pertencente ao Exército, onde culminou com a construção do Conjunto Habitacional Terra Nossa;

. Construção do semáforo no entroncamento das Avenidas Pedro Dantas e Alberto Craveiro;

. Implantação da Rádio Comunidade, entre outras.

GALERIA DE PRESIDENTES

1981 a 1986 – Inácio Arruda
1986 a 1988 – Manuel Chagas Ramos
1988 a 1992 – Eneas Arruda
1992 a 1994 – José Alves
1994 a 1998 – Humberto de Sousa
1998 a 2002 – Humberto de Souza
2002 a 2004 – Gorete Fernandes
2004 a 2007 – Gorete Fernandes
2008 a 2010 – Aldir Felipe

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